terça-feira, 15 de novembro de 2011

Expedição encontra organismos unicelulares gigantes no fundo do mar


Uma expedição parcialmente financiada pela NASA encontrou organismos unicelulares gigantes no fundo do mar.
Os pesquisadores americanos vasculharam a Fossa das Marianas, o local mais fundo dos nossos oceanos (11.034 metros de profundidade), no oeste do Pacífico, e descobriram que ela abriga organismos unicelulares de mais de 10 centímetros de comprimento.
Os organismos, chamados de xenofióforos, são as maiores células individuais do mar profundo. Muitas vezes, eles atuam como habitat de estrelas do mar, crustáceos, minhocas, etc., agindo como pequenos “edifícios residenciais”.
Usando câmeras subaquáticas de alta definição em bolhas feitas de vidro grosso para suportar a pressão extrema, os cientistas mergulharam na Fossa a fim de captar vídeos dessas criaturas a uma profundidade de 10.000 metros.
No futuro, os pesquisadores poderão ser capazes de identificar mais organismos que vivem nas grandes profundezas. Segundo os cientistas, entender o fundo do mar pode ajudar a compreender outras partes do sistema solar.
A NASA acredita que pode haver uma analogia entre o que encontramos no fundo do mar com o que potencialmente pode ser encontrado em outras partes do universo, como na lua Europa, de Júpiter, que tem condições semelhantes de vida.

Expedição vai estudar montes marinhos e comunidades que vivem lá


Cientistas vão iniciar uma missão de seis semanas para explorar montanhas submarinas no Oceano Índico, a bordo de um navio de pesquisa britânico, para estudar animais milhares de metros abaixo da superfície.
A missão, liderada pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), é a segunda a visitar a montes submarinos ao longo do Oceano Índico, sendo que a primeira foi em novembro de 2009.
Montes submarinos são montanhas submarinas que se erguem pelo menos 1.000 metros acima do fundo do mar.
Um relatório recente da revista Marine Policy descobriu que arrasto em alto mar é uma das formas mais nocivas de pesca. A expedição vai ajudar os cientistas a compreender melhor as ameaças a este ambiente.
“Por causa de suas interações com as correntes submarinas, a biodiversidade que se desenvolve em torno desses montes submarinos é incrivelmente rica”, explicou Aurelie Spadone, diretora do Programa Marinho da UICN e membro da equipe da missão. “Os montes atraem uma grande diversidade de espécies e são de grande interesse para predadores de profundidade como os tubarões, que muitas vezes se alimentam de comunidades marinhas dos montes”, acrescentou.
A captura de espécies de águas profundas tem aumentado sete vezes desde meados dos anos 1960, conforme a população das águas mais rasas diminuiu e a indústria pesqueira começou a explorar águas profundas.
A pesca industrial em profundidade, que geralmente depende de arrasto do fundo do oceano com enormes redes, tem um enorme impacto sobre os ecossistemas do fundo do mar.
Carl Gustaf Lundin, diretor da Global Marine da IUCN e do Programa Polar, explicou que muito pouco se sabia sobre as espécies associadas aos montes submarinos. “Muitas delas crescem e se reproduzem lentamente, o que as torna particularmente vulneráveis a sobre-exploração”, disse ele.
A pesca no fundo do mar, incluindo a pesca de arrastão, pode danificar os habitats dos montes marinhos e afetar negativamente as populações de peixes. Também pode causar danos irreversíveis a corais de águas frias, esponjas e outros animais.
Os pesquisadores esperam que a nova expedição ajude a entender melhor esta vida marinha única, bem como avaliar as ameaças que ela enfrenta.[BBC]

Gelo do mar Ártico pode desaparecer até 2015



Gelo do mar Ártico pode desaparecer até 2015

O gelo que se forma sobre o mar do Ártico está diminuindo tão rapidamente que pode desaparecer completamente em menos de quatro anos. Quem deu este alerta foi o professor Peter Wadhams, da Universidade de Cambridge, que afirma que mesmo reaparecendo a cada inverno, sua ausência durante o pico do verão ameaçaria os ursos polares, acabando com seus locais de caça e os ameaçando de extinção.
A massa de gelo entre o Norte da Rússia, Canadá e Groenlândia diminui com as estações do ano, atingindo atualmente um nível mínimo de cerca de quatro milhões de quilômetros quadrados. A maioria dos modelos, incluindo as últimas estimativas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), mostram o declínio da área coberta por gelo nos últimos anos para prever a taxa na qual ele irá se deteriorar.
Porém, o pesquisador Wieslaw Maslowski disse no ano passado que as previsões têm falhado e não conseguiram determinar a rapidez com que as mudanças climáticas provocam a diminuição da espessura do gelo.
Enquanto o IPCC sugere que o gelo resistirá até 2030, o estudo de Maslowski calcula que o gelo vai desaparecer muito mais rapidamente. Seu modelo foi considerado polêmico, assim como a declaração de que o mar Ártico está em uma “espiral da morte”. No entanto, Wadhams, um dos melhores especialistas em regiões polares, disse que os cálculos de Maslowski são convincentes.
“O modelo é o mais extremo, mas também é o melhor”, afirmou o professor Wadhams. “Acho a previsão para 2015 muito grave, e estou muito bem convencido de que isso é que vai acontecer”.
O gelo voltaria no inverno seguinte, mas sua ausência no verão encorajaria ainda mais o transporte e exploração de petróleo no Ártico, ameaçando as espécies nativas. [Telegraph]

Iceberg do tamanho de Berlim aparece na Antártica


Um iceberg enorme que irá crescer até 880 quilômetros quadrados está se formando em uma plataforma de gelo na Antártica Ocidental.
O iceberg começou como uma rachadura superficial no lençol de gelo, localizado em frente à Geleira Ilha Pine, na região antártica. A fenda, encontrada em outubro, corre por quase 32 quilômetros, e imagina-se que tenha 65 metros de profundidade.
Com a rachadura aumentando a cada dia, o iceberg vai se formar quando quebrar da plataforma maciça de gelo. Espera-se que isso aconteça no final desse ano ou começo de 2012.
Cientistas da NASA afirmam que o iceberg irá formar uma área de 880 quilômetros quadrados, o mesmo que a capital da Alemanha.
A Geleira Ilha Pine é uma das maiores e mais rápidas massas de gelo da Antártica, e é responsável por algo em torno de 10% de todo o gelo flutuante nos oceanos.
Em anos recentes, satélites apontaram uma notável diminuição na geleira, o que pode estar relacionado às mudanças climáticas e ao aquecimento global.
Mas cientistas que monitoram o aparecimento do iceberg afirmam que a nova formação é parte de um ciclo de 10 anos que acontece naturalmente.
“O último grande nascimento de um iceberg aconteceu em 2001, então já era esperado que algo assim acontecesse nessa época. E para nós é muito excitante ver algo assim acontecendo”, afirma o cientista do projeto IceBridge da NASA, Dr. Michael Studinger.
“Eventualmente, o iceberg vai se mover para o norte, onde seguirá correntes de vento e oceânicas – e a principal lá é a Corrente Circumpolar Antártica. Estaremos com certeza acompanhando isso”.
O “nascimento” é uma forma de perturbação no gelo, causada pela quebra súbita de uma massa de gelo de uma geleira ou iceberg maior. O fenômeno acontece usualmente após uma rachadura na massa de gelo.
Esse processo produz mais de 15 mil icebergs todos os anos apenas na Groenlândia, e é uma popular atração turística no Alasca.[Telegraph]

domingo, 6 de novembro de 2011

IBM vê energia e dinheiro no movimento do oceano


A IBM está desenvolvendo tecnologia e conhecimento para analisar o impacto que os conversores de ondas em energia, como o da figura acima, tem no ambiente sonoro do oceano
A gigante dos computadores, IBM, vê um futuro rentável em ferramentas de análise, com tecnologia de ponta, que pudessem acelerar e melhorar a movimentação de máquinas para transformar o movimento do oceano em eletrecidade.
Essas máquinas, chamadas de conversoras de energia das ondas, estão sendo desenvolvidas no mundo como uma fonte de energia limpa, sustentável e renovável.
O problema, de acordo com Harry Kolar, é que não há um design padrão para as máquinas, ou uma maneira consistente e confiável de medir seus impactos ambientais. Kolar é um dos principais arquitetos de tecnologia da informação no projeto Smarter Planet, da IBM.
“Para que essa indústria consiga se mover, eles devem fazer essas pesquisas sobre o impacto ambiental, o que inclui uma série de estudos base sobre barulho”, afirmou Kolar.
Tecnologia do barulho
Cientistas estão preocupados que o barulho gerado pelas máquinas poderia, por exemplo, incomodar animais marinhos como os golfinhos e as baleias, que se comunicam através de ondas sonoras e se localizam e navegam através do eco.
“Basicamente, muito barulho degrada o habitat dos mamíferos marinhos, torna a vida deles mais difícil e talvez os faça se mudarem, no caso do incômodo ficar muito ruim,” comenta Jim Thomson, professor assistente no departamento de dinâmica dos fluidos ambientais, na Universidade de Washington.
Thomson esta ajudando a qualificar o barulho ambiental em uma região aquífera no norte de Washington, para um projeto piloto que vai instalar turbinas submarinas para capturar a energia das marés.
Em todo o mundo, pesquisadores estão preocupados com o impacto que as turbinas terão na vida marinha local, incluindo as baleias orcas. Thomson apontou como uma das maiores preocupações o barulho, que viaja cinco vezes mais rápido embaixo da água do que no ar, e ainda chega mais longe.
Sua equipe fez uma coleta de dados dos níveis de barulho na região citada, onde duas turbinas serão instaladas em 2013, mas ele afirmou que a curta duração dos projetos e os fundos limitados impedem uma visão completa do barulho no ambiente.
Análises em tempo real
O projeto entre a IBM e a Sustainable Energy Ireland é único no sentido de que irá coletar e analisar quantidades enormes de dados sobre o barulho oceânico, em tempo real.
O sistema consiste em uma boia em alto mar, equipada com sensores (como microfones aquáticos) que coletam dados sobre o ambiente oceânico, armazena e os envia para uma base terrestre onde estão os engenheiros. Tudo em tempo real.
“Nós seremos capazes de entender o que está acontecendo em um ambiente muito dinâmico”, Kolar diz. Ele e sua equipe chamam essa habilidade de “análise de correntes em tempo real”.
Thomson, que não está envolvido no projeto, comparou essa habilidade com uma pessoa sentada em um concerto, analisando o barulho que vem dos violinos e de todos os instrumentos ao mesmo tempo.
Até agora essa habilidade existia apenas em pedaços separados. A colaboração da IBM é a primeira a trazer toda a tecnologia em um único lugar, ao mesmo tempo, e com a habilidade de monitoramento contínua.
No fim, esses dados vão permitir uma compreensão do barulho subaquático, facilitar a permissão ambiental e também ajudar as empresas a melhorar suas máquinas de produção energética.
Serviços energéticos do oceano
Com o conhecimento ganho na Irlanda, a IBM espera empregar essa tecnologia em outros países e companhias mundiais ansiosas por desenvolver suas próprias indústrias com energia oceânica.
Para Thomson, esse é um campo de negócios interessante, já que os governos continuam a apoiar tecnologias de energia renovável.
“Vai ter toda uma indústria de suporte ao redor disso, que não vai ser responsável pela geração de quilowatts, mas sim por todos os serviços marítimos, a permissão ambiental, o monitoramento, e todas essas coisas que envolvem a produção de energia”, disse ele.
Parece que a IBM está fazendo uma aposta de que a energia oceânica é um espaço ainda aberto, onde ela pode ser um dos grandes jogadores.[MSN]

Cientistas descobrem Mariposa Vampiro na Rússia - Calyptra thalictri


Os cientistas descobriram que uma espécie de mariposa russa (que aparece neste vídeo), Calyptra thalictri, não se alimenta só de frutas, como eles pensavam.
Parece que, quando as mariposas macho da espécie têm a chance de se alimentar de dedos humanos, inserem suas mandíbulas e começam a chupar nosso sangue .
Os pesquisadores acreditam que os machos podem sugar o sangue de humanos e outros mamíferos, a fim de serem capazes de dar um “presente sexual” para as fêmeas.
Quando os machos se alimentam de sangue, eles podem passar o teor de sal obtido a partir do líquido para as fêmeas durante o acasalamento, dando a suas larvas uma melhor nutrição.
Essa descoberta é um passo importante na história evolutiva e de adaptações dessas criaturas. Morcegos vampiros, que também se alimentam de sangue, contêm compostos de afinamento do sangue em sua saliva que têm potenciais aplicações no tratamento de derrame. Mariposas vampiros poderiam ser úteis em outras aplicações científicas.[Life'sLittleMysteries]

Como o aquecimento global poderia “encolher” os animais


Cientistas ingleses dizem que o aquecimento global vai fazer com que muitos dos organismos do mundo encolham.
Quase todos os organismos de sangue frio são afetados por um fenômeno conhecido como a “regra da temperatura e tamanho”, que descreve como os indivíduos da mesma espécie chegam a um tamanho menor quando adultos, se criados em temperaturas mais quentes.
Mas, até agora, os cientistas não compreendiam totalmente como essas mudanças de tamanho ocorriam.
Andrew Hirst e seus colegas da Escola Queen Mary de Ciências Biológicas e Químicas da Universidade de Londres exploraram este efeito incomum em detalhes, mostrando de forma conclusiva como ele ocorre.
O estudo foi realizado com dados de copépodes planctônicos marinhos. Estes minúsculos crustáceos são os principais plânctons nos oceanos do mundo, e são importantes herbívoros de plânctons menores e uma fonte de alimento para peixes maiores, aves e mamíferos marinhos.
Reunindo mais de 40 anos de pesquisa sobre o efeito da temperatura sobre esses organismos, os resultados mostram que a taxa de crescimento (o quão rápido a massa é acumulada) e a taxa de desenvolvimento (o quão rápido um indivíduo passa por estágios da sua vida) são consistentemente dissociadas em uma gama de espécies, com o desenvolvimento sendo mais sensível à temperatura do que o crescimento.
“O crescimento e o desenvolvimento aumentam em diferentes taxas de temperaturas quentes. As consequências são que, em temperaturas mais quentes, uma espécie cresce mais rápido, mas amadurece ainda mais rápido, o que resulta em um tamanho menor quando adulto”, explica Hirst. “A dissociação dessas taxas poderia ter consequências importantes para as espécies individuais e os ecossistemas”, acrescentou.
As conclusões da equipe sugerem que as taxas fundamentais para todos os organismos (como a reprodução, mortalidade e alimentação), não podem mudar em sincronia em um mundo em aquecimento.
Isto poderia ter implicações profundas para a compreensão de como os organismos trabalham e impactam cadeias alimentares inteiras e ecossistemas no mundo todo.
Embora os resultados da equipe estejam em desacordo com afirmações anteriores de muitos macroecologistas, os cientistas explicam claramente os tamanhos menores associados com a “regra de temperatura e tamanho”. Eles esperam que o estudo ajude aqueles que estão pesquisando os potenciais impactos das mudanças climáticas sobre o mundo natural.[ScienceDaily]