MARCELO FOREST:MEIO AMBIENTE - LICENCIAMENTO E CONTROLE AMBIENTAL
Blog voltado para questões relacionadas ao Meio Ambiente, Licenciamento Ambiental e Fiscalização do Meio Ambiente.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
domingo, 11 de dezembro de 2011
Aquecimento global é real e perigoso, mas sua origem não é só o CO2
Entre estudos e opiniões pessoais, a humanidade continua sem saber ao certo até que ponto a poluição realmente contribui para o aquecimento global. Cientistas americanos apresentam uma ideia interessante: o aquecimento global é sim uma realidade, e seus efeitos podem ser nocivos. Mas isso não é causado tanto pelo excesso de dióxido de carbono (CO2) como se imaginava.
A pesquisa, conduzida por climatologistas da Universidade do Oregon (EUA), é patrocinada pelo programa nacional de paleoclimatologia dos Estados Unidos. E não é por acaso: a teoria formulada está relacionada a essa ciência, que estuda a variação da temperatura da Terra ao longo dos seus mais de quatro bilhões de anos de existência.
Os cientistas fizeram um resgate histórico do clima ao redor do mundo. Eles criticam a maioria dos estudos na área, que só analisam a temperatura do planeta a partir do século XIX, em um contexto após a revolução industrial. Segundo eles, o resultado de uma pesquisa assim pode ser enganoso, porque ignora milhares de anos anteriores onde o clima da Terra esteve em constantes mudanças.
Por esse motivo, eles reconstruíram a trajetória da temperatura no planeta desde o fim da última Era Glacial, há mais de 21 mil anos. Desde aquela época até o início da revolução industrial (que faria a taxa total de CO2 ser três vezes maior do que na época anterior a ela), houve uma série de fatores decisivos para regular o clima de cada região do globo.
O que os cientistas fizeram foi analisar a atuação e influência de cada um desses fatores, em separado. Quesitos como o nível do mar, o nível de umidade do ar e de poeira na atmosfera foram levados em conta ao lado da quantidade de CO2 presente no ambiente ao longo da história.
Foi apurado, de maneira geral, que a maioria dos modelos climáticos superestimam os efeitos da variação do CO2 no ambiente para determinar o clima. Durante a última Era do Gelo, por exemplo, houve uma sensível diminuição do dióxido de carbono, que na teoria deveria levar a Terra a um congelamento total, inclusive nos trópicos. Mas o efeito não foi tão grande assim: alguns oceanos nem chegaram a congelar por completo.
As variações no nível dos oceanos e na umidade do ar, por outro lado, mostraram uma influência mais forte em vários momentos, inclusive no que determinou o final do último período glacial. O CO2, portanto, é realmente mais uma carta no baralho, mas não se pode dizer que seja a mais essencial.[ScienceDaily]
Amazônia com menor desmatamento em 23 anos
O desmatamento da nossa parte da floresta amazônica baixou para o menor nível nos últimos 23 anos, em julho desse ano. A declaração é do governo, que atribui a queda a uma maior luta contra a devastação ilegal.
Dados de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que a destruição da porção brasileira da maior floresta tropical do mundo caiu 11%, atingindo 6.236 quilômetros quadrados no período analisado, de 12 meses.
Isso é menos do um quarto da área destruída em 2004, quando o desmatamento para a pecuária extensiva e plantações de soja atingiu seu pico.
O Brasil reforçou o monitoramento e a polícia na Amazônia, mas a queda nos níveis também se deve à crise econômica mundial, que reduziu a demanda e os preços das importações de produtos primários.
A melhora em 2010 e 2011 mascarou casos complicados em alguns estados, como em Rondônia, onde o desmatamento dobrou. Já no estado fazendeiro do Mato Grosso, o desflorestamento aumentou 20%.
“Alguns estados ainda são muito sensitivos”, afirma a Ministra do Meio Ambiente, Isabel Teixeira. “Rondônia precisa ser esclarecida, precisamos entender o que causou essa mudança em seu perfil”.
Duas grandes hidrelétricas estão sendo construídas em Rondônia, aumentando a economia local e atraindo trabalhadores migrantes.
A queda no desmatamento talvez regrida devido a aprovação ontem (7), pelo Senado, da reforma no Código Florestal, que para alguns ambientalistas significa uma diminuição nos esforços de preservação.[Reuters]
Fossil de “formiga monstruosamente grande” é encontrado nos EUA
Quase 50 milhões de anos atrás, formigas do tamanho de beija-flores percorriam a área onde hoje se encontra o estado do Wyoming. Uma nova descoberta de fósseis revela que estes insetos gigantes podem ter atravessado uma ponte de terra do Ártico entre a Europa e a América do Norte durante um período particularmente quente na história da Terra.
Com cerca de 5 centímetros de comprimento, o modelo é uma “formiga monstruosamente grande”, avalia Bruce Archibald, paleontólogo da Universidade Simon Fraser, da província da Colúmbia Britânica, no Canadá.
A descoberta foi relatada hoje, dia 3 de maio, na revista “Procedimentos da Sociedade Real B”. Apesar de fósseis de pedaços soltos de formigas gigantes com asas já terem sido encontrados antes nos Estados Unidos, este é o primeiro espécime conhecido de corpo inteiro.
O fóssil da formiga vem de um local bem conhecido em Wyoming, chamado de Formação do Rio Verde. Porém, o objeto estava guardado em uma gaveta do Museu de Natureza e Ciência de Denver, relata Archibald. Quando um curador mostrou-lhe o fóssil, diz Archibald, ele sabia que estava olhando para algo emocionante.
As formigas são insetos resistentes – algumas podem até mesmo se transformar em uma espécie de jangadas para sobreviver a inundações. Mas, após um olhar moderno para as formigas-monstro, Archibald e seus colegas chegaram à conclusão de que as Titanomyra lubei precisavam muito provavelmente de um clima ameno para viver, semelhantes ao das formigas gigantes (que não são tão gigantes assim) modernas.
Por exemplo, as D. wilverthi vivem na África equatorial enquanto outras formigas maior do que uma polegada (2,5 cm) estão distribuídas em áreas tropicais da América do Sul, do Sudeste Asiático e da Austrália.
Da mesma forma, antigos fósseis de formigas gigantes foram encontradas naEuropa em áreas que eram tropicais durante a primeira parte do Eoceno, épocaque durou de 56 a 34 milhões de anos atrás, numa altura em que os continentesestavam unidos eo nível do mar era baixa: “Você poderia ter andado de Vancouvera Londres em terra seca”, disse Archibald.
Outra descoberta feita pelos pesquisadores foi de que as formigas marcharam através do Ártico. No entanto, apesar de o planeta Terra apresentar temperatura mais altas do que hoje naquela época, o clima “temperado” do Ártico poderia ser frio demais para os insetos acostumados com o calor tropical que fazia na Europa.
A chave para a marcha das formigas, Archibald e seus colegas descobriram, foram os relativamente breves períodos em que a temperatura subiu o bastante para fazer do Ártico um lugar agradável. Esses períodos, que duraram entre 170 mil e 55 milhões de anos atrás, pode ter sido criados pelo lançamento excessivo de dióxido de carbono na atmosfera, provenientes de sedimentos.
Os períodos mais quentes teriam feitos os meses mais frios do inverno Ártico apresentarem uma média de 8 graus Celsius, uma temperatura com a qual as formigas tropicais sobreviveriam.
Os pesquisadores não têm certeza se as formigas começaram a jornada na Europa e se espalharam para a América do Norte ou o contrário. Torsten Wappler, paleoentomologista da Universidade de Bonn, Alemanha, que não esteve envolvido no estudo, está trabalhando para classificar as várias espécies de formigas gigantes antigas e descrever como eles viviam. Alguns fósseis preservam pedaços de órgãos, incluindo os ferrões, genitália e estômagos.
“Agora podemos comparar esta espécie norte-americana com a europeia”, planeja Wappler. A comparação deve dar pistas sobre a origem dos insetos gigantes. [LiveScience]
Antigo crocodilo era ainda mais assustador: dentes enormes e cara de cachorro
Um fóssil de crocodilo com dentes grandes e um crânio canino pode esclarecer mais sobre a anatomia de um estranho grupo de predadores extintos, chamados Baurusuchia.
O fóssil foi descoberto por um funcionário municipal em uma pequena cidade em Minas Gerais. Ele data de 70 milhões anos atrás, perto do final da Era dos Dinossauros.
Considerando que os crocodilos modernos têm a cabeça baixa e plana, esta nova descoberta dá uma das primeiras características sobre a anatomia da cabeça deste grupo estranho, que apresenta crânios altos como cachorros, com caninos alargados e longas pernas.
A criatura é chamada Pissarrachampsa soros. Pissarrachampsa significa “um crocodilo de Piçarra”, o nome do local. E soros significa “tarde”, referindo-se a como ele foi um dos últimos fósseis encontrados durante expedição de 2008. Também se refere à bandeira de Minas “Libertas quae Sera Tamen” ou “Liberdade, ainda que tardia”.
Estes crocodilos certamente não se escondiam como um tronco em um rio, como seus parentes modernos. Os pesquisadores afirmam que as rochas encontradas com os fósseis sugerem um ambiente quente e seco para a região 70 milhões de anos atrás.
Ao invés disso, os predadores provavelmente viviam de forma semelhante a cães selvagens hoje. Dado o número e o tamanho de seus dentes, os crocodilos pareciam se alimentar de animais com 4 a 6 metros, incluindo dinossauros e outros crocodilos. E ao invés de “engatinhar” como fazem atualmente,P. soros galopava.
Semelhante a outros crocodilianos da sua época, este crocodilo era envolto em uma armadura, tinha superfícies ósseas ásperas e músculos enormes para abrir e fechar a mandíbula.
A reconstrução digital da cavidade cerebral do fóssil está em andamento e deve revelar informações sobre o tamanho e a forma do cérebro da criatura, além de suas habilidades auditivas. Os pesquisadores também vão olhar para o resto das estruturas internas do P. soros para encontrar pistas sobre como este crocodilo viveu e por que é tão peculiar. [MSN]
domingo, 20 de novembro de 2011
Conheça o material que combate a poluição do ar
A poluição do ar está há mais de uma década preocupando ambientalistas, que não podem fazer muito mais do que alertar os países sobre os riscos que as indústrias oferecem. Mas a química tem sido capaz, a partir de inovações tecnológicas, de proporcionar soluções sustentáveis para o problema. Um dos novos “heróis” da limpeza do ar é o dióxido de titânio.
Usado em uma ampla variedade de materiais, que vão desde pastas de dente e filtro solar até concreto para obras de engenharia civil, o dióxido de titânio é um composto químico altamente sustentável. Além de neutralizar os poluentes do ar, funcionando como uma espécie de filtro, esse material se limpa sozinho.
Parece ficção científica, mas é exatamente isso. A água da chuva, ao entrar em contato com uma camada de dióxido de titânio suja por qualquer impureza, adere à superfície e se espalha de forma equânime. É uma espécie de lavagem automática.
Devido a essa curiosa habilidade natural para remover a sujeira, pequenos flocos de dióxido de titânio são usados em cosméticos, pastas de dente e filtros solares. Apesar disso, não é exatamente essa característica química que confere ao dióxido de titânio um papel fundamental contra a poluição do ar.
Esse mérito é verificado na produção de concreto para obras de engenharia civil. Quando uma parede é revestida com uma camada de dióxido de titânio, tem início uma interessante reação. Os raios ultravioleta, emitidos pelo sol, fazem o dióxido de titânio liberar radicais livres. Estas substâncias, por sua vez, têm a capacidade de decompor os principais agentes que poluem a atmosfera. Logo, é um purificador natural do ar.
Grandes obras arquitetônicas já usam esse princípio. Um exemplo é a Igreja do Jubileu, em Roma (Itália). Uma empresa japonesa, por sua vez, já fabrica blocos para calçada revestidos de dióxido de titânio, em escala industrial. De olho nos benefícios ambientais e econômicos que a novidade pode trazer, os governos europeus já planejam formas de ampliar a produção e comercialização desse material. [BBC]
sábado, 19 de novembro de 2011
Resgate de um cachorro-do-mato (Speothos venaticus)
Esse belo espécime de cachorro-do-mato foi resgatado por mim e minha equipe no bairro Vila Emil, no Município de Mesquita, em uma residência onde segundo a proprietária, o animal foi encontrado no seu sitio recém adquirido em Seropédica, e com medo e pena de abandoná-lo, uma vez que, não havia sinais de que a mãe estaria por perto, recolheu e nos acionou no dia seguinte, para que pudéssemos encaminhá-lo ao abrigo adequado, dando assim uma chance de vida!
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